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Sistemas Automatizados vs Manuais para obtenção de PRF

Que os agregados plaquetários são extremamente versáteis e tem resultados promissores, você já deve saber. Mas você sabia que existem duas formas para obtenção destes agregados?

Como assim? Vamos por partes.

Sistemas Manuais de Processamento do PRP/PRF

Tenho certeza que 95% dos profissionais, da saúde se não mais, utilizam os derivados plaquetários desta forma. Por manual, entenda que todos os passos são feitos em estágios que demandam uma ação sequencial do profissional. Como assim?

Primeiro determina-se o derivado que você deseja: PRP? PRF? L-PRF? i-PRF? Cada um tem sua programação específica e a centrifuga deve ser configurada com este objetivo.

Próximo passo, é a coleta. Já falamos sobre as formas de coleta em outro artigo, mas vamos supor que o profissional inteligentemente optou por um sistema fechado (ou seja, o uso de vacutainers). E a coleta vai acontecer com quantos tubos? 2? 4? 8 tubos? Muito bem. Manda bala.

Uma vez alojados na centrífuga, são processados conforme a programação. E uma vez terminado o ciclo, é hora da pipetagem: coletar de todos os tubos as frações do sobrenadante que interessam ao tratamento proposto e partimos para a aplicação.

Este é o método de trabalho que é mais conhecida e divulgado.

E como é um Sistema Automatizado?

Em linhas gerais, o processamento deve ser o mesmo, não há como criar muitas variações em cima dos agregados plaquetários, né?

Mas em um sistema automatizado, o passo a passo é mais simples: coleta do material em um recipiente especifico (por exemplo sistema o Arthrex usa uma dupla seringa especial e o sistema Regenlab tem vacutainers específicos com um gel separador), coloca-se em uma centrífuga que é pré-ajustada para os padrões desejados (ou seja, aperta-se só um “ligar” e pronto…), e no final aspira-se o sobrenadante conforme o protocolo.

É mais simples e rápido, com certeza, mas penso que a grande vantagem está na qualidade do material que será utilizado para o agregado plaquetários.

Degradação Plaquetária

Este é o maior problema quando usamos os agregados. Hoje, é quase um consenso, que precisamos manter as plaquetas “viáveis” após o processamento, e os sistemas manuais ou “abertos” não permite uma aferição ou mesmo uma padronização de resultados.

Existem “estimativas” de quantas plaquetas são isoladas e estão viáveis para promover o processo regenerativo, porém não é um dado com comprovação técnica muito menos publicações comparáveis, devido às características tanto das centrífugas como das formas de coleta.

Em um sistema automatizado, ele é aferido e os resultados são replicáveis. Ou seja, tem-se uma garantia de que a qualidade plaquetária atende a padrões pré-determinados.

Não vejo como um problema em si, mas é uma dificuldade que toda a ciência de desenvolvimento dos diversos derivados plaquetários enfrenta. Os diversos protocolos clínicos podem oferecer variações importantes e poderão, por exemplo, não permitir uma revisão sistemática ou meta-análise, reduzindo muito os artigos que apresentam relevância científica.

Com os sistemas fechados, que tem um protocolo de obtenção-processamento rígido e pouco versátil, estas comparações são mais viáveis porque reduz-se as variabilidades técnicas.

Há de se considerar ainda que o custo por paciente do uso de um sistema automatizado é bem maior que dos sistemas abertos, e isso pode ser algo relevante conforme seu público e forma de trabalho.

Mas é importante conhecer

Entender estas variações todas são aspectos muito importantes até para a escolha de qual ferramenta te atende melhor, e aqui cabe colocar sobre nosso curso de agregados plaquetários, que você aprende todos os pormenores para as melhores práticas no uso destas terapêuticas!

 


Publicado por:
Mestre em Medicina/Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Prótese Dentária, Prótese Bucomaxilofacial e em Harmonização Orofacial. Coordenador de cursos em Implantodontia e Harmonização Orofacial do Instituto Velasco, Diretor do Hospital da Face. Trabalha desde 2011 em harmonização facial.